Faria Lima liderou grupo dos rebeldes
São Paulo, 06 (AE) - O vereador Paulo Roberto Faria Lima (sem partido) foi o líder de um dos episódios mais degradantes da Câmara de São Paulo: a criação do grupo dos "rebeldes", que chantageou o prefeito Celso Pitta (sem partido) com ameaças de abertura das CPIs dos Precatórios e dos Frangos.
O grupo de 12 parlamentares conseguiu aprovar a CPI da Educação, mas encerrou o "protesto" em troca do aumento do poder sobre as administrações regionais. O que motivou Faria Lima a iniciar a rebelião foi a perda da AR-Jabaquara em 1996. Mas saiu ganhando. Em 1997, ganhou a AR-Pinheiros - uma das mais ricas do Município. O vereador também teve participação no loteamento do Plano de Atendimento à Saúde (PAS). Controlou o Módulo 1, no centro, que esteve sob intervenção da Secretaria Municipal da Saúde por superfaturamento de contas.
Filho do ex-deputado federal pela Arena e ex-presidente da Prodam José Roberto Faria Lima e descendente do ex-prefeito José Vicente Faria Lima, o vereador começou a carreira em 1988, como segundo suplente do PFL na Câmara Municipal. Quatro anos depois, mudou-se para o PMDB e reelegeu-se vereador. Abandonou o PMDB e filiou-se ao PPB de Paulo Maluf. Em troca do apoio a Maluf, manteve o pai na Prodam. Foi eleito em outubro de 1996 com 39.730 votos.
Quando estouraram as denúncias sobre cobrança de propina na AR-Pinheiros, Faria Lima deixou o PPB. Está sem legenda até hoje.
A AR-Pinheiros também está sendo investigada por irregularidades nos contratos com as empresas de lixo. O Departamento de Procedimentos Disciplinares (Proced) da secretaria abriu sindicância para apurar as irregularidades na execução dos serviços.





