Farhat toma posse como delegado-geral
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - "Virei o telhado que tanto joguei pedra e vou ter que dar um jeito de melhorar aquilo tudo que sempre critiquei." Esta afirmação fez parte do discurso de posse do novo delegado-geral da Polícia Civil, Riad Braga Farhat, que assumiu oficialmente o cargo ontem de manhã, em Curitiba, numa cerimônia realizada no Canal da Música, no bairro Mercês.
Ele substitui Marcus Vinícius Michelotto, que esteve no comando da Polícia Civil por dois anos e meio. A mudança foi anunciada na semana passada, pelo secretário de Segurança Pública, Cid Vasques. Admitindo surpresa no convite feito pelo secretário, Riad deixou claro que sua posição foi por muitas vezes crítica à corporação, e que agora vai tentar dar uma nova cara à polícia no Estado, inclusive com a troca de comando nas delegacias especializadas.
"Vão ocorrer mudanças, preciso dar minha cara à instituição e chamar pessoas da minha confiança para o comando das delegacias", disse.
Entretanto, Farhat não quis adiantar quais serão as alterações administrativas. Uma das poucas novidades anunciadas ontem foi que Michelotto irá assumir a Divisão de Polícia Especializada (DPE). Além dele, também foi confirmado o nome de Luiz Gilmar da Silva, como delegado-geral adjunto. Até então, Gilmar estava lotado na Corregedoria Área Sudoeste.
Na semana passada o delegado Valmir Soccio já havia sido confirmado como novo corregedor-geral da Polícia Civil. A assessoria da Polícia Civil também confirmou ontem que o delegado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, Allan Flore, vai assumir a coordenação geral da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), cargo anterior de Riad.
Farhat também destacou a necessidade dos investigadores trabalharem em conjunto com o Ministério Público e com o Judiciário. "Hoje não há investigação que vá para frente sem o apoio dessas importantes instituições. Não há mais espaço para brigas institucionais hoje em dia. Vamos sentar na mesma mesa e necessitamos de colaboração. Também vamos trazer para perto outros órgãos como a Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Guardas Municipais", afirmou Riad.
Caso Tayná
Sobre a polêmica que cerca as investigações da morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, inclusive com as denúncias de tortura contra quatro suspeitos do crime, Riad destacou que é muito cedo para fazer comentários sobre o caso. "Confio nos delegados que estão à frente das investigações, só não posso falar sobre um assunto que ainda não estou totalmente inteirado. Seria leviano da minha parte fazer qualquer juízo de valor. Vamos atrás da verdade, mas há crimes difíceis de serem solucionados. Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para encontrar os culpados'', reforçou.
Michelotto, ex-delegado-geral, disse que o caso Tayná não foi, de maneira isolada, a causa de sua queda. Ele ressaltou que foi uma soma de vários fatores, entre eles um desgaste natural do cargo. "Me sinto feliz e realizado por ter chefiado a polícia por dois anos e meio. Já tinha conversado com o secretário e acredito na renovação", afirmou.


