Fantasmas da Anhembi Turismo custam R$ 7, 2 milhões em um ano
São Paulo, 13 (AE) - A nomeação de funcionários fantasmas pela Anhembi Turismo custou R$ 7, 2 milhões para os cofres do município de São Paulo, em apenas um ano. A estimativa foi feita com base nos depoimentos do inquérito policial que investiga a empresa. Conforme declararam os responsáveis pelo Departamento de Recursos Humanos, cerca de 40% dos 500 funcionários efetivos da empresa podem ser fantasmas. Até agora a polícia já localizou - e pretende indiciar - 70 deles.
Multiplicando 200 fantasmas pela média salarial, de R$ 3 mil, chega-se à cifra milionária. Para se ter uma idéia, com esse dinheiro a Prefeitura de São Paulo poderia prevenir enchentes, limpar galerias, canais e córregos - gastando R$ 4,4 milhões - e ainda aplicar, com folga, o restante no combate à miséria e na assistência aos idosos, por um ano inteiro. A comparação foi feita com base nos recursos orçamentários aplicados em 1998.
A investigação policial sobre a Anhembi está comprovando a existência de um megaesquema de indicação política e favorecimentos ilícitos. Segundo o delegado Itagiba Franco, as investigações apontam os vereadores Bruno Feder (PTB), Maeli Vergniano (sem partido) e Alan Lopes (PTB) como os que presentearam aliados de campanha com os salários da Anhembi.





