O juiz Francisco Chagas, de Castanhal, no Nordeste do Pará, determinou ontem a desocupação da fazenda Bacuri, invadida há 15 dias por 800 famílias de trabalhadores rurais ligadas ao Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra. Mas a ordem ainda não foi cumprida pelo comando da Polícia Militar. O MST já disse que não sairá da área, alega que a fazenda está hipotecada pelo Banco do Brasil e informa estar se preparando para o confronto com cerca de 40 pistoleiros, que teriam sido contratados pelos donos da fazenda para expulsá-los.
O deputado estadual João Batista Araujo, o ‘‘Babᒒ (PT), afirmou que no sábado o secretário de Segurança do Estado, Paulo Setti Câmara, lhe garantiu que a polícia nada fará para retirar os sem-terra do local enquanto o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) não encontrar uma solução alternativa. Câmara disse a Babá que cumprir a liminar da Justiça é resolver um problema e criar outro, pois o MST certamente vai invadir outra fazenda na região. O Incra diz que a Bacuri é produtiva. Os sem-terra já começaram a plantar arroz, milho e feijão na fazenda.

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