O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST) de Alagoas ocupou ontem três fazendas na região de Maragogi, no litoral norte do Estado, a 140 quilômetros de Maceió. Por volta das 5 horas da manhã, 80 famílias de trabalhadores rurais sem-terra ocuparam a Fazenda Massa Gana, de 993 hectares. Ao mesmo tempo, outro grupo de 120 famílias ingressava na Fazenda Samba, de 1.025 hectares.
No começo da tarde, por volta das 13 horas, foi a vez da Fazenda Itabaiana, de 681 hectares, ser ocupada por 75 famílias. As três áreas, segundo o MST, pertencem à Usina Central Barreiros, que, em setembro, teve duas fazendas invadidas na mesma região: Pau Amarelo, de 750 hectares e Junco de 409 hectares.
Segundo o coordenador do MST em Alagoas, Marcos Antônio da Silva, as ocupações de ontem fazem parte da estratégia do movimento para acelerar o processo de imissão de posse e assentamento das famílias acampadas nas áreas. ‘‘As áreas foram consideradas improdutivas pelo Incra de Alagoas, que já conseguiu a publicação do decreto de desapropriação’’, disse Silva.
Para o superintendente do Incra em Alagoas, Ricardo Vitório, o MST se precipitou ao invadir as três fazendas. ‘‘O MST coloca mais gente do que o necessário nas áreas destinadas à reforma agrária e depois quem tem de resolver o problema é o Incra’’, reclamou. Segundo ele, o instituto conseguiu desapropriar oito fazendas, que devem receber 878 famílias.

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