Famílias invadem casas da Cohab
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sábado, 24 de setembro de 2011
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
Londrina - Há três dias o casal Daniela Pereira Ferreira e Adriano Souza Alves invandiu uma das 45 casas que estão sendo construídas pela Companhia de Habitação (Cohab-Ld), por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, no Jardim Felicidade, Zona Norte de Londrina. ''Invadimos por uma questão de necessidade. Estávamos morando no fundo da casa do meu sogro em condições precárias. Não expulsamos ninguém, apenas entramos em uma residência vazia'', contou Daniela, ressaltando que não pretende desocupar o local.
Apesar de não ter cadastro na Cohab, o casal reivindica um imóvel. ''Vamos esperar o pessoal vir negociar com a gente. Precisamos de uma casa'', disseram. Além deles, mais 24 famílias invadiram o local na manhã de anteontem. O auxiliar de serviços gerais Cícero Romão falou que não tinha mais condições de pagar o aluguel de R$ 250 da casa onde vivia no próprio Jardim Felicidade. ''Não teve outro jeito. Precisei entrar em uma casa com os meus dois filhos'', relatou.
O presidente da Cohab-Ld, João Verçosa, afirmou que o órgão ingressou na Justiça solicitando uma liminar de reintegração de posse. As casas do Jardim Felicidade, segundo ele, estão sendo construídas para famílias que residem em situação irregular nos fundos de vale José Belinati e Belle Vile, ambos na Zona Norte.
Ele destacou que durante a construção diversos objetos foram roubados das residências, como portas e janelas. Para evitar mais roubos, a intenção da Cohab era que todas as casas fossem entregues dentro de 30 dias. ''Agora precisamos esperar a decisão da Justiça para dar continuidade ao processo'', explicou Verçosa, que estranhou a forma como a invasão aconteceu. ''Parece que foi uma ação articulada'', observou.
Este não é o primeiro caso de invasão de casas populares durante o ano em Londrina. Em julho, quatro imóveis foram invadidos no Residencial Ana Terra (Zona Norte). Na época, a Justiça Federal concedeu liminar de reintegração de posse para a Caixa Econônimca Federal (CEF) e as casas foram desocupadas. O presidente da Cohab informou que as casas ainda não foram ocupadas pelos proprietários. ''Toda essa situação gerou medo e agora eles reivindicam por um imóvel em outro local'', disse.
A reportagem não conseguiu contato com a Polícia Militar (PM) para saber como está sendo realizado o patrulhamento da região.


