Cambé – Maria Vitória pode ser levada para a fila de adoção. A presidente do Conselho Tutelar de Cambé, Elza Panhan, encaminhou ontem o caso ao Ministério Público. "Existe uma fila de espera de pais que querem adotar uma criança. Alguns deles já ligaram para mim, mas eu expliquei que isso ficará a cargo da Justiça", explicou.
Assim que receber alta hospitalar, a recém-nascida será encaminhada a uma casa abrigo de Cambé, onde permanecerá até que o juiz conceda a adoção da criança a uma das pessoas cadastradas na fila de espera da Vara da Infância e Juventude.
A destituição do poder da família não é um processo simples e pode demorar. "Algumas etapas têm que ser cumpridas, como identificar os pais e saber a real situação que gerou o abandono. A legislação esclarece que a preferência sempre será da família, portanto, há necessidade de verificar se é possível o retorno do convívio. Segundo, se alguém da família tem interesse na guarda. Caso contrário, a criança é encaminhada para um local de acolhimento institucional", explicou o promotor Walter Yuyama.
A legislação prevê que a criança pode ficar dois anos em uma casa de acolhimento institucional.
A Vara da Infância e Juventude não tem nenhum criança para adoção em Cambé, porém há famílias cadastradas. Ontem, uma delas demonstrou interesse em ficar com a guarda de Maria Vitória. (Colaboraram Paulo Monteiro e Danilo Marconi)

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