Se domingo é dia de parque, em época de ExpoLondrina, o local mais provável de encontrar famílias é o Parque de Exposições Ney Braga (zona oeste). Mesmo com o dinheiro mais curto este ano, reclamações de preços altos praticados pelos comerciantes e com o calor contrastante em relação a edições anteriores, famílias não deixaram de visitar estandes e de se deliciar com os tradicionais quitutes da festa.

O técnico em eletrônica Adilson Firmino, por exemplo, separou um dinheirinho para levar a mulher, Andréia de Oliveira, o filho de dois anos, Diogo Antônio, e a cunhada Ana Paula de Oliveira para passear na Expô. "Qual brasileiro não quer descansar? A gente trabalha, trabalha e trabalha, tem que ter um pouco de descontração."

Ele e a família chegaram por volta das 14h30 e, duas horas depois, o menino já estava no cangote do pai. "Ele cansou. Descemos até a Fazendinha, subimos para a Feira de Sabores e ainda vamos passar no parque de diversões", conta.

Para afastar o calor, dá-lhe sorvete, cerveja e água. Mas aí vem o adendo: "Tudo está muito caro. Se a cerveja fosse R$ 4, por exemplo, com certeza as pessoas consumiriam mais. O preço da batata frita também é muito alto pela quantidade que vem", opina. Ainda assim, Firmino diz que, se souber economizar, dá para passear. Mas, para voltar, "só se ganhar na loto".

A vendedora Patrícia Rodrigues Veira e Yasmin Kaori Oliveira, de 9 anos, passeavam ontem à tarde no mais adequado estilo cowboy, com chapéus e calçados de cano alto, na companhia dos pais de Patrícia. "A gente vem todos os anos e a festa está muito gostosa", diz.

Os chapéus fazem parte da proteção contra o sol forte de ontem, que elevou a temperatura à casa dos 35 graus Celsius por volta das 15 horas, de acordo com o site Climatempo. "Este ano não dá para ficar sem chapéu. E nem sem água. É água o tempo todo", diz Patrícia. Ela, entretanto, reclama do preço pago na garrafa. "Cinco reais é puxado. Tudo aqui está muito caro e este ano a situação está muito difícil. Vínhamos até três vezes por edição, mas, este ano, não garanto que volte uma segunda vez", conta.

O líder de produção Ademar Cordeiro e o supervisor de produção Anderson Pelissão dizem que vêm de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) para a Expô em turmas "desde que eram solteiros". Chegaram ontem em uma "caravana" com mulheres, filhos e mais um casal de amigos. E, com tanta gente, vêm também os gastos com comida e brinquedos.

O filho de Pelissão, Alisson, de três anos, só pôde andar em um brinquedo. O pai acabou desistindo do carrinho de trombada por considerar o valor do ingresso, R$ 10 por pessoa, muito alto. "Pelo tamanho ele, iríamos no mesmo carrinho. Não dá para gastar R$ 20 para apenas dois minutos de diversão", afirma. Cordeiro corrobora com a opinião e diz que, se o valor fosse mais barato, todo mundo entraria no brinquedo.

A turma também reclama do preço das comidas e bebidas. "A gente toma cerveja para refrescar, pena que ela está meio salgada", brinca Cordeiro. Para ele, se os produtos fossem mais baratos, provavelmente o consumo seria maior e os comerciantes lucrariam com mais vendas. "Tomamos um chopp cada um de R$ 10. Se fosse mais barato, não tomaríamos só um", diz o líder de produção.
Mesmo assim, para Pelissão, o passeio é válido "Gosto de vir para ver os animais, pelos carros e equipamentos agrícolas", conta. A ExpoLondrina segue até o próximo domingo, dia 17.

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