Famílias de romeiros de Goiás esperam indenização há um ano
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segunda-feira, 06 de setembro de 1999
Por João Unes, especial para a AE 
Goiânia, 07 (AE) - Um ano depois do trágico acidente no km 179 da Via Anhanguera, que causou a morte de 57 pessoas - a maioria romeiros que voltavam de Aparecida para Goiânia -, a Justiça ainda não tem uma decisão sobre as indenizações às famílias das vítimas. O pedido coletivo, impetrado pelo Ministério Público, ainda está em tramitação no Fórum de Anápolis, cidade onde morava a maioria das vítimas.
O acidente ocorreu perto de Araras, no interior de São Paulo, no dia 8 de setembro de 1998, por volta das 3 horas. Uma carreta com 32 mil litros de combustível tombou na pista, espalhando o produto inflamável por mais de 500 metros, que se incendiou. Um ônibus com 52 romeiros não conseguiu frear, bateu no caminhão e explodiu. Imediatamente o fogo e a fumaça alastraram-se pela pista e pelo canteiro central. O outro ônibus
com mais 50 romeiros, também derrapou na pista e pegou fogo.
No dia do acidente, morreram 49 romeiros e quatro motoristas. Os outros romeiros morreram em hospitais. De acordo com peritos, o motorista do caminhão-tanque, José Carlos Saraiva
dormiu ao volante.Dezenas de corpos só puderam ser reconhecidos depois de exames das arcadas dentárias e de DNA.
A Embratur informou que a empresa proprietária dos ônibus, a Centro-Oeste Turismo, operava de forma clandestina desde 1996. O dono da companhia, cuja razão social é Osvaldo Passagens e Turismo Ltda., alegou na época que não era preciso registro na Embratur para transportar passageiros.
No dia 24 de setembro, 39 corpos foram velados pelos moradores do Parque Alexandria, bairro onde a maioria das vítimas vivia. As famílias tiveram pouco mais de uma hora para se despedir de seus parentes.


