Rio, 29 (AE) - A inflação entre os dias 11 de dezembro e 15 de março foi de 2,56% para famílias com renda mensal entre um e 40 salários mínimos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A variação foi captada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) do primeiro trimestre. A alta foi maior do que a de todo o ano passado, que ficou em 1,66%. Com a elevação do primeiro trimestre, o IPCA-E dos últimos 12 meses já chega a 2,64%.
A coordenadora dos Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, afirmou que a elevação do IPCA-E foi resultado do efeito da desvalorização do dólar sobre os preços, especialmente dos alimentos.
Ela não quis antecipar se, com a queda do dólar, os preços medidos pelo IBGE também iriam cair. "Até porque a gente nem sabe se todo o impacto foi absorvido", argumentou.
Na divisão por grupos de bens pesquisados pelo instituto
os maiores reajustes foram registrados em Alimentação e Bebidas (5,08%), Transporte e Comunicação (3,96%) e Artigos de Residência (2,26%). Os grupos cujos preços aumentaram menos do que a média foram Saúde e Cuidados Pessoais (1,67%), Despesas Pessoais (1,49%) e Habitação (1,13%). O Vestuário foi o único grupo a registrar deflação, com queda de 1,62% nos preços.
Na divisão por itens pesquisados, no entanto, foram registrados grandes aumentos dos preços de produtos que não são cotados no mercado internacional. É o caso dos alimentos que tiveram os dois maiores reajustes, o pescado (19,73%) e as hortaliças e verduras (17,98%).
Outros aumentos destacados pelo IBGE foram os dos combustíveis de uso doméstico (16,98%), das farinhas, féculas e massas (10,08%), dos panificados (9,42%) e das carnes frescas e vísceras (9,08%).
Entre as 11 capitais pesquisadas pelo IBGE, Belém (PA) foi a que registrou maior inflação pelo IPCA-E, com variação de 4,59%. São Paulo teve o oitavo pior índice, de 2,39%, seguido do Rio de Janeiro (2,25%) e Belo Horizonte (2,10%).
Divulgado no fim de cada trimestre, o IPCA-E acumulado durante o ano é utilizado para o cálculo do reajuste da Ufir, no início do ano seguinte.

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