Familiares protestam contra penitenciárias
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quarta-feira, 19 de março de 2008
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Bexigas brancas, camisetas brancas e muitas faixas foram levadas às ruas, ontem de manhã, em uma manifestação de familiares de presos que estão em penitenciárias do Paraná fizeram contra as más condições enfrentadas nos presídios. Manifestações semelhentes aconteceram em Londrina, Foz do Iguaçu e Cascavel. Em Curitiba, o grupo foi até a Vara da Corregedoria de Presídios e à Secretaria de Justiça do Estado, onde entregaram um documento com reivindicações de melhorias.
Os familiares reclamam da má qualidade da alimentação, falta de atendimento médico e odontológico, não disponibilidade de canteiros de trabalho e de aulas, do curto tempo de visitas e da falta de agilidade da Justiça, que faz com que os detentos permaneçam mais tempo nas penitenciárias do que deveriam.
Segundo Maria Luíza Rosa, cujo marido está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), uma das reivindicações é pela ampliação do horário de visitas, que no Paraná é de apenas três horas semanais. Em outros estados é de oito horas.
O secretário de Estado da Justiça e Cidadania, desembargador Jair Ramos Braga, disse que as reclamações não têm fundamento. ''Em primeiro lugar, penitenciária não é jardim de infância'', disse. Assegurou que recebem três refeições diárias, que passam por controle de qualidade. Disse que as unidades contam com equipes de médicos, dentistas, psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais e pedagogos e que mais 249 profissionais estão sendo contratados para reforçar o quadro. Explicou que os presos têm advogados à disposição para cuidar dos processos de progressão de regime e que todas as penitenciárias têm canteiros de trabalho (3.030 detentos estão trabalhando) e oferta de ensino fundamental, médio e profissionalizante. (Colaborou Andréa Lombardo)


