Rio de Janeiro - Do lado de fora do complexo penitenciário, parentes de reféns e de presos passaram o dia sem nenuma informação do governo. Muitas mulheres se desesperaram quando, às 13h40, 12 carros do Serviço de Operações Especiais do Sistema Penitenciário entraram no complexo. Minutos depois, tiros foram ouvidos. Na entrada, os agentes enfrentaram a hostilidade dos parentes dos presos que vaiaram o comboio.
Um dos guardas trazia a bandeira do Brasil presa à janela. Outro apontou uma pistola para a mulher de um preso. Quando os tiros foram ouvidos, houve pânico.
Depois dos disparos, as mulheres dos presos se deitaram no chão em frente à cancela do complexo, impedindo o tráfego. Elas foram contidas por policiais militares montados a cavalo e com cães. Uma das moças chegou a ser mordida nas mãos. De dentro do presídio veio a ordem para que elas interrompessem a manifestação porque estariam atrapalhando as negociações. (C.T.)

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