Familiares e advogados negam envolvimento
Londrina - Enquanto estavam dentro da sala de espera do Gaeco, parentes e amigos de Eliane Ribeiro protestavam contra a prisão dela. A irmã de Eliane, que se identificou apenas como Patrícia, relatou que a mulher presa é trabalhadora e vende loterias próximo ao Mercado Shangri-Lá, além de também realizar serviços em um estabelecimento de alimentação.
"Eu nunca gostei desse Luiz (Antônio de Souza). A minha irmã não tem relacionamento algum com esse sujeito", afirmou. Ela insistiu que Eliane não possui envolvimento com a suposta rede de exploração sexual. O advogado de Eliane, Thiago Nakagawa, foi ao Gaeco, mas na hora não quis se pronunciar. Depois, por telefone, disse que o processo corre sob segredo de Justiça. "Além disso, eu ainda não tive acesso aos autos. Quero solicitar uma cópia para poder entrar com um pedido de habeas corpus em Curitiba", explicou.
O advogado Otávio Fugimoto, que também esteve no Gaeco, afirmou que defende Sandra Soares Marques em um caso de roubo de cabelo na Rua Sergipe, mas que a família ainda não o constituiu como advogado dela neste caso. Mesmo assim, ele negou qualquer relacionamento de Sandra com um suposto esquema de aliciamento e favorecimento de prostituição.
"Eu fui para lá para ver o que estava acontecendo. O que me disseram é que ela foi presa pelo artigo 218 (do Código Penal: induzir alguém menor de 14 anos a satisfazer a lascívia de outrem). Se a família me contratar, eu pedirei uma cópia dos autos para saber o que está acontecendo e posso entrar com um pedido de liberdade provisória", afirmou.
O advogado Matheus Vergara, que defende o auditor Orlando Aranda, afirmou que ainda não existe acusação. "Atualmente, em qualquer declaração se pede a prisão preventiva ou temporária, mas em nenhum país do mundo se prende tanto quanto no Brasil. Quando existe a prisão, não se sabe se o tribunal vai manter essa decisão, se o juiz vai revogá-la ou se vai acabar em absolvição. Ninguém sabe o que vai acontecer. A gente precisa parar com essa ideia de que a prisão preventiva significa que houve alguma acusação", argumentou.
"Eu não tenho conhecimento sobre nenhum dos fatos. Ele é uma pessoa ilibada, íntegra, uma pessoa acima de qualquer suspeita, um homem de família. O que está acontecendo é uma caça às bruxas e às vezes pegam pessoas que não têm nada a ver visando outras razões, às vezes é até um meio de vingança pessoal. Permitem-se as prisões, mas o que os tribunais irão dizer temos que aguardar. Não existe nenhuma acusação formal contra ele", afirmou Vergara. O advogado de Luiz Antônio de Souza não foi localizado. (V.O.)





