Curitiba- Familiares e amigos de crianças e adolescentes desaparecidos fizeram ontem uma manifestação no Museu Oscar Niemeyer, onde acontecia a reunião semanal do secretariado, para pedir a solução dos casos pendentes no Paraná. Dos 34 desaparecidos em 2005, dois casos ainda estão sem solução. Este seria o caso da menina Vivian Florêncio, de 3 anos, que desapareceu com a mãe no dia 4 de março, no município de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. As duas teriam ido para um encontro com o suposto pai um sargento da Polícia Militar (PM) que está preso. A mãe dela foi encontrada morta.
O aposentado Luiz Ubaldino Polli Florêncio, de 59 anos, tem a certeza de que a neta Vivian ainda está viva. Muito emocionado, ele acredita que o sargento da PM tenha entregue a menina para alguém criar. ''Ele não deve ter tido coragem de matar a menina, como fez com minha filha'', disse o aposentado. Já o tio de Vivian, Sérgio Luiz Cacciatare Florêncio, funcionário público, cobrou mais empenho das autoridades. Até mesmo para evitar que outros casos, como o de Vivian, venham a acontecer.
''O nosso caso é peculiar porque elas desapareceram por causa de um mau policial, casado e que nunca quis que a família soubesse que ele tinha relacionamentos com outras mulheres. Ele nunca comprou um pacote de arroz ou feijão para a minha irmã. Mas as autoridades precisam evitar que casos de desaparecimento sejam constantes. Precisamos de cartazes em escolas, de empenho das autoridades no Paraná e no Brasil'', pontuou ele.
Sérgio acredita que Vivian esteja fora do Paraná. O policial militar preso nega que tenha cometido o crime. Mas o próprio governador Roberto Requião tem certeza da autoria do homicídio. ''Estamos fazendo o possível para encontrar todas as crianças desaparecidas. No caso específico, o sargento está preso. Mas nega a autoria do crime. Não podemos torturá-lo para que ele confesse. Esse crime me incomoda pessoalmente, mas temos que continuar na legalidade'', disse o governador.

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