Familiares apontam omissão de socorro
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sexta-feira, 20 de maio de 2011
Davi Baldussi <br>Reportagem local 
Londrina - Familiares da auxiliar administrativa Zilda Miranda de Bezerra, que morreu após passar mal na noite de terça-feira no Terminal Urbano de Londrina, registraram ontem Boletim de Ocorrência no 1º Distrito Policial (DP). ''Omitiram socorro para minha mãe, não sei quem é culpado especificamente, se é a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito) ou Transporte Coletivo Grande Londrina ou quem seja, mas o delegado me garantiu que o caso vai ser investigado'', afirmou Luciano Miranda de Bezerra, filho de Zilda.
De acordo com o delegado Mozart Rocha Gonçalves, todos os envolvidos no episódio serão ouvidos e ''se houver indícios de que houve omissão de socorro o inquérito vai ser instaurado''.
Zilda estava num ônibus da linha 305 quando sofreu uma convulsão decorrente de uma crise hipertensiva. Ela foi levada ao Hospital Evangélico, com quadro de parada cardiorrespiratória, mas morreu no caminho.
Segundo Soares, seguranças ligaram para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) assim que Zilda chegou ao terminal, mas a ambulância demorou e a mulher foi levada ao hospital por um parente. O coordenador do Samu, Elândio Câmara, explicou que naquele momento duas ambulâncias estavam paradas porque as macas estavam retidas em hospitais.
Levantamento realizado pela reportagem mostra que as macas retráteis, do tipo usado em ambulâncias, custa de R$ 2,5 mil a R$ 3,1 mil. Segundo Denise Mashima, diretora-clínica do Hospital Universitário, a retenção de macas é ''uma situação isolada que dura no máximo duas horas.''
Para o superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad, ''a questão das macas desvia a atenção de um problema mais grave.'' ''A maca parece que está virando uma espécie de símbolo. O problema é espaço físico. Existe uma falta de recurso crônica no sistema de saúde e isso não é de hoje'', alertou.


