Curitiba- A família de Isaías Expedito Pereira, de 40 anos, que morreu nos Estados Unidos no dia 7, vendeu um terreno e conseguiu os US$ 9 mil necessários para o traslado do corpo até Tapejara, a 520 km de Curitiba. Uma sobrinha de Pereira que mora em Boston (EUA) está acertando os detalhes.
''Estão achando que é difícil, porque já faz 20 dias que morreu'', disse o pai, Conrado Pereira Filho. Se o corpo não puder vir o dinheiro será utilizado para o enterro nos EUA. ''Ele terá um sepultamento digno'', disse o pai. Os familiares tinham feito apelos por meio de rádios e jornais para conseguir o dinheiro. Conseguiram pouco, por isso decidiram vender o terreno.
Isaías deixou a mulher e um filho de 6 anos em Tapejara e vivia clandestinamente nos Estados Unidos. Ele foi em novembro de 2004, entrando pela fronteira com o México. Com o intuito de ganhar dinheiro para garantir o estudo do filho trabalhava como entregador de pães em Revere, nas proximidades de Boston. No dia 8 de fevereiro de 2005 sofreu um acidente, com fraturas no pescoço e na coluna, e ficou impossibilitado de continuar trabalhando.
Como tinha esperanças de receber uma indenização acabou ficando nos EUA. Iria fazer uma cirurgia no dia 4 de junho. ''Ele se alimentava com pão e ovo, que o dono da pensão lhe dava'', contou o pai. Na véspera de sua morte, ele ligou para o Brasil reclamando de fortes dores, o que obrigou a tomar uma dose maior de morfina. Foi encontrado morto pelo dono da pensão, que avisou a família.

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