Curitiba - Vestígios de areia e vegetação de restinga nas calças, além de pegadas no local do crime, que corresponderiam a um tênis encontrado na casa ocupada por um homem de 43 anos levaram a polícia do Paraná a prendê-lo como suspeito de ter matado a psicóloga e professora Telma Fontoura, de 53 anos. Ela tinha saído para passear no Balneário Shangri-lá, em Pontal do Paraná, às 16h30 do último domingo. O corpo dela foi encontrado por volta do meio-dia de segunda-feira, enterrado em uma cova rasa na areia.
O suspeito, que nega as acusações, teve prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça. ''Recaem suspeitas muito fortes sobre ele, mas só ao final a investigação vai escudar uma afirmativa absoluta'', acentuou o chefe da Divisão do Interior da Polícia Civil, Luiz Alberto Cartaxo Moura.
Responsável pela investigação, o delegado de Pontal do Paraná, José Antônio Zuba Oliva, disse que o suspeito foi questionado três vezes por familiares da psicóloga, na tarde de domingo passado, se a teria visto. Durante as abordagens, ele estava sentado em um galho de árvore a cerca de 300 metros do local onde o corpo foi encontrado.
Confrontado com fotos de suspeitos, os familiares identificaram três fisicamente parecidos com o homem que tinham abordado. Mas, quando viram Lima pessoalmente, não tiveram dúvidas e apontaram-no como sendo aquele abordado por eles.
O delegado destacou que, ao ser interrogado, o suspeito disse que estaria assistindo à final da Copa na pousada, mas os vizinhos teriam dito que não o viram e ele não teria apresentado nenhuma testemunha que comprovasse a afirmação.
Oliva firmou que não descarta nenhuma outra possibilidade para o crime. ''Por enquanto, ele é o suspeito'', disse. ''Nós não estamos imputando definitivamente a ele. Essa definição só teremos efetivamente quando tiver o laudo do Instituto Médico Legal (IML) na mão. Com as provas técnicas a gente vai fechar.'' O IML tem 30 dias para apresentar o laudo. Ainda não se tem certeza se houve violência sexual.
O suspeito tem passagens pela polícia, uma por posse de droga e outras três por furto. Ele negou participação no crime, mas disse entender a suspeita. ''Não sou de lá, olharam para mim e apontaram, mas eu estava assistindo ao jogo entre Holanda e Espanha'', afirmou.
Telma era sobrinha do ator Ary Fontoura e filha do ex-secretário de Saúde do Paraná Ivan Fontoura. O corpo não foi cremado ainda, pois pode haver necessidade de mais exames. Ela era professora da PUC-PR havia 27 anos.

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