Um dos irmãos do empresário morto na queda do monomotor em Londrina, Rubens Sérgio Ribeiro, falou à imprensa na tarde de ontem e apontou que a família quer saber as causas do acidente e em que condições ele teria ocorrido. Ele chegou a levantar a dúvida de que o Aeroporto de Londrina não estaria operando no momento da queda, o que foi rebatido pela superintendência local da Infraero.
Rubens contou que as duas vítimas seriam pilotos e tinham experiência suficiente para lidar com eventuais problemas durante o vôo. ''Eles nunca fariam um pouso sem autorização'', assegurou o familiar do empresário. Bastante emocionado e ainda sob o impacto de ter passado pela traumática experiência de reconhecer o corpo de João Carlos Ribeiro no Instituto Médico Legal (IML), Rubens questionou: ''Como um avião pode bater nas proximidades de um Aeroporto? Será que foi só o mau tempo?''.
O superintendente da Infraero em Londrina, Carlos Haroldo Novak, explicou que a investigação sobre as causas do acidente será feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que convocou dois oficiais peritos em segurança de vôo, um de Porto Alegre (RS) e outro de Curitiba. Eles chegariam a Londrina no início da noite de ontem.
Novak garantiu que o aeroporto operava normalmente no momento do acidente e só esteve fechado entre 0h19 e 5h35. Segundo o superintendente, no horário em que os bombeiros foram acionados - 8h46 - a pista estava liberada para pousos e decolagens. Novak disse também que o monomotor era monitorado pela torre de controle de tráfego aéreo de Londrina mas alegou que não poderia informar se o piloto chegou a fazer algum pedido de socorro. ''O controle é feito por Londrina mas a responsabilidade é militar'', citou.
A Infraero divulgou que no ano passado aconteceram 10.763 pousos e decolagens de pequenos aviões no Aeroporto de Londrina.

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