Londrina – Familiares e amigos da pequena Isabelly Vitória Pardim Mello prometem realizar um protesto na manhã deste sábado em Londrina cobrando do Governo do Estado a realização da cirurgia para a colocação de um marca-passo diafragmático na menina. Sem o aparelho, a bebê, de um ano e três meses, não pode deixar o hospital.
No dia 21 de novembro, os pais de Isabelly conseguiram uma liminar na 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina obrigando o Estado a fornecer um equipamento em até 10 dias. A decisão judicial se baseou nas informações de que um marca-passo estaria disponível na rede municipal de saúde de Curitiba. A menina está internada no Hospital de Clínicas (HC) da Capital desde junho.
No entanto, o respirador artificial foi entregue pelo Estado a outra criança.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que Isabelly não pode, no momento, realizar a cirurgia para a colocação do marca-passo. "A criança receberá o aparelho, mas ainda não está apta a realizar o procedimento cirúrgico, segundo a equipe médica que a atende, visto que recebeu transplante de medula recentemente e precisa estar estabilizada para a cirurgia", explicou a secretaria.
A pasta garantiu que a decisão por atender outra criança foi baseada em "ato médico". A Sesa informou ainda que está solicitando à Justiça um prazo maior para a aquisição do marca-passo. A direção do HC relatou que a menina está passando por uma reavaliação da condição clínica e que a partir do momento em que a equipe médica a considere apta o equipamento será implantado.
A família, que é de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), lamentou a situação. "Foi uma surpresa. A gente tinha a certeza de que o equipamento iria para ela. Ela faria o exame na quinta-feira, mas esse exame não foi feito porque o centro cirúrgico estava ocupado. No mesmo dia, fui atrás para ver o que tinha acontecido e descobri que o equipamento havia sido doado para outra criança", relatou o pai, Wagner Roberto Mello, 37 anos.
"Ainda estou chocada, sem saber como agir. Só espero que isso não custe a vida da minha filha. Espero que o Estado assuma a responsabilidade", cobrou a mãe, Deid Daiane Pardim, 21.
Isabelly foi internada em dezembro do ano passado com uma doença grave, que impedia que o organismo produzisse anticorpos. A menina iniciou o tratamento no Hospital Infantil de Londrina e só foi transferida para o HC graças a uma decisão da Justiça. A criança necessita do respirador artificial por conta de uma lesão em um dos pulmões.

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