Família protesta após morte de bebê
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
Celso Felizardo<BR>Reportagem Local 
Londrina A morte de um recém-nascido que ocorreu na sexta-feira na Maternidade Municipal Lucilla Ballalai, na área central de Londrina, revoltou os familiares. No final da tarde de ontem, cerca de 35 pessoas fizeram um protesto em frente à unidade de saúde, bloqueando duas vezes a Avenida Leste-Oeste. A família alega que houve negligência médica e quer que o caso seja investigado. Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil.
O bebê que nasceu na quinta-feira não chegou a completar 48 horas de vida. De acordo com o atestado de óbito, o menino morreu vítima de insuficiência respiratória, asfixia neonatal grave e síndrome de aspiração de mecômio (primeiras fezes do bebê). A avó do bebê, Márcia Cristina Carioca, contou que a filha, Mariane Cristina Carioca, de 17 anos, está em estado de choque. Segundo Márcia, a filha havia procurado a maternidade já no sábado, mas após o atendimento foi aconselhada a voltar para casa e retornar na segunda-feira.
Seguindo a orientação, ela procurou atendimento após o fim de semana, mas teria retornado para casa após uma atendente dizer que "ainda não estava na hora". Na madrugada de quinta-feira, Mariane passou mal e foi internada na maternidade. O parto foi feito na tarde do mesmo dia. "Demorou demais, eles tinham que ter feito cesárea antes", lamentou a avó. A família mora no Jardim Santiago 2.
A direção da maternidade informou que uma comissão mista, formada por médicos da maternidade e de outras unidades de saúde, analisa o caso. A primeira análise é que a complicação teria ocorrido durante o parto. A reportagem tentou contato com o secretário de Saúde por meio do Núcleo de Comunicação, mas não obteve resposta até o fechamento da edição.
Durante o protesto, outras pessoas apresentaram queixas contra o atendimento da maternidade. Quem passava pela avenida teve de ter paciência até conseguir seguir em frente. A maioria se solidarizou com a causa, mas o sol quente castigava crianças e idosos nos veículos. "Não podemos nos calar. Hoje somos nós as vítimas, amanhã pode ser qualquer um aqui", disse Márcia, apontando para a rua.
Confira o vídeo:


