A família da menina Beatriz Gabriela Felisbina da Silva, de 8 anos, que foi atropelada em julho e ficou com graves sequelas, está pedindo ajuda à comunidade para que ela seja submetida a uma cirurgia no crânio. Após 53 dias internada no Hospital Evangélico, a garota voltou para casa mas não consegue conversar, usa o andador com muita dificuldade e passa diariamente por sessões de fisioterapia, psicólogos, entre outros atendimentos médicos. ''Ela era uma criança ativa, estudava, corria, brincava, fazia ballet'', conta o pai Isaque Roberto da Silva.
À época do acidente, Beatriz passou por uma craniectomia descompressiva, cirurgia que consiste na retirada de um pedaço do crânio do paciente a fim de diminuir a pressão intracaniana (ver matéria nesta página). Normalmente de um a três meses após este tipo de cirurgia, o pedaço do crânio do paciente que foi retirado é recolocado. Durante a cirurgia, o crânio é alojado no abdômen do próprio ferido, que o conserva. No caso de Beatriz a parte do crânio não foi colocada no abdômen porque ela estava com o baço ferido. A outra alternativa seria armazená-lo num freezer a menos de 80 graus negativos. ''No exterior existem equipamentos que atingem essa temperatura e conseguem conservá-lo'', explicou o neurocirurgião Marcos Dias, que operou a menina.
Até o final do ano Beatriz deve passar por uma nova cirurgia. ''Foi feita uma tomografia do crânio que foi enviada para São Paulo, onde um computador calcula e faz uma prótese'', explicou o médico. Segundo ele, este processo digital de ''fabricar'' um osso novo começou a ser realizado no país há apenas cinco anos.
A cirurgia que Beatriz precisa custa R$ 147 mil, segundo o pai. ''O SUS (Sistema Único de Saúde) cobre a cirurgia mas a prótese que eles oferecem precisa ser substituída com o tempo. Por isso nós escolhemos fazer uma cirurgia particular. Começamos uma campanha para arrecadar o dinheiro e colocar uma prótese biocompatível, que não precisa ser trocada à medida que ela cresce'', explicou Isaque.
De acordo com Isaque, a família já tem uma parte do dinheiro.''Alguns estão doando menos, de acordo com a suas condições, outros doam mais. O valor de cada um na verdade não importa. Importa a disposição de cada um em nos ajudar''.
As doações podem ser feitas através de uma conta poupança da Caixa Economica Federal, agência 0873, operação 013, conta 59176-8, em nome de Isaque Roberto da Silva. O telefone para entrar em contato com a família de Beatriz é 3029-0229 / 8452-4445.
Acidente
O acidente ocorreu no dia 24 de julho de 2011 quando Beatriz estava a caminho para encontrar a sua avó num supermercado. O pai conta que viu tudo pelo retrovisor do carro. A menina atravessava a rua Araguaia pela faixa de pedestre quando foi atingida por um carro popular, que segundo ele vinha acima da velocidade permitida na via. ''Por milagre, um socorrista do Siate, que estava de folga e passava pela rua, fez o primeiro atendimento até a ambulância do Siate chegar''.

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