Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
O genro do proprietário da Fazenda Casa Amarela, Luiz Antonio Franco de Oliveira, disse ontem em Maringá que a família não contratou pistoleiros para garantir a segurança no local. ‘‘Se tivéssemos contratado alguém teria sido uma guerra’’, disse Oliveira.
Ele contou à Folha ontem que a família está indignada com a atitude da polícia que não ajudou no cumprimento da reintegração de posse. ‘‘Alguém atirou lá, porque paredes de uma das casas da fazenda estão repletas de marcas de bala’’, acrescentou o genro do proprietário.
Oliveira afirmou que os sem-terra destruíram as lavouras e colocaram fogo em uma das casas da fazenda invadida. ‘‘O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) atestou que a fazenda não era improdutiva, a Justiça determinou a reintegração de posse e o governador do Estado não tem coragem de garantir o mandado através da polícia’’, criticou Oliveira.
O veículo Santana com placa de Maringá, encontrado na Fazenda Casa Amarela, é do proprietário Antonio Baptista. ‘‘Os tratores foram retirados do local e só sobrou o carro como meio de locomoção’’, explicou Oliveira.

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