Família localiza corpo de desenhista sequestrado na zona leste de SP
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terça-feira, 07 de setembro de 1999
Por Marcelo Godoy 
São Paulo, 08 (AE) - O corpo do desenhista Sérgio Danilo Pacco, de 29 anos, foi localizado ontem à noite pela sua família
no posto do Instituto Médico-Legal (IML), de Osasco, na Grande São Paulo. Os parentes procuravam Pacco desde quinta-feira, quando dois homens o sequestraram na porta de casa, na Vila Rica
zona leste de São Paulo. Mas o desenhista já estava morto às 21 horas daquele dia, duas horas depois de ser levado pelos bandidos em seu carro, um Uno. Uma falha na comunicação sobre o encontro do corpo impediu que Pacco fosse identificado.
O rapaz foi assassinado com cinco tiros - seu corpo também tinha ferimentos semelhantes ao de facadas. Os criminosos abandonaram-no na Rua Erotildes de Freitas, em Itapevi, Grande São Paulo. Um morador chamou a Polícia Militar, que levou o desenhista para o pronto-socorro da cidade, onde foi constatada a morte de Pacco. Achado com uma bermuda azul e uma camiseta vermelha e sem nenhum documento, seu corpo foi despachado para o posto do IML de Osasco. A lei estadual 10.299/99 manda todo hospital e posto do IML avisar a Delegacia de Pessoas Desaparecidas quando algum desconhecido é internado ou achado morto no Estado. Se a providência tivesse sido tomada, a busca da família de Pacco teria sido facilitada.
Às 22h45, uma testemunha viu os bandidos abandonarem o Uno do desenhista em frente de uma garagem na esquina das ruas Icem com Tuiuti, no Tatuapé, zona leste de São Paulo. Na manhã do dia seguinte ao sequestro, a polícia foi chamada pelo dono da garagem para retirar o Uno, que estava atrapalhando sua saída. Só então a polícia localizou o carro. O veículo foi examinado pelos peritos do Instituto de Criminalística (IC). Nele, estavam todos os documentos do desenhista desaparecido. Além disso, havia uma lata vazia de cerveja e um capuz. Descrição - A testemunha que viu os bandidos disse que eles eram dois homens negros, que pareciam ter 22 anos, e vestiam calças jeans e camisas de manga curta. Essa foi a mesma descrição dos bandidos feita pela outra testemunha do crime, uma criança.. Esta última foi a única pessoa a ver os bandidos dominando Pacco na Rua Antônio Caldeira Neto, na Vila Rica.
Um dos bandidos estava usando um capuz - ambos estavam armados. A criança disse que não tinha como reconhecer o outro bandido porque, no momento do sequestro, já era noite e a rua estava escura. Segundo o delegado José Flamínio Ramos Martins, da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, o desenhista, segundo a família, não tinha inimigos. O caso, que estava sendo apurado pelo 41.º Distrito Policial, na Vila Rica, e pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas, passará para a delegacia de Itapevi. A polícia não tinha pistas sobre a identidade dos bandidos até o início da noite de hoje. O velório do desenhista foi hoje, no cemitério da Vila Alpina.


