Brasília, 10 (AE) - O advogado Raul Livino, defensor dos primos Eron Alves de Oliveira e Tomás de Oliveira de Almeida, disse hoje que os familiares dos rapazes estão chocados com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), porque tinham a perspectiva de vê-los mais rapidamente fora da cadeia. Se forem levados a júri popular podem ser condenados a até 30 anos de cadeia.
Segundo ele, os familiares foram os primeiros a reprovar a conduta dos jovens e sempre acharam que deviam ser condenados, mas não na condição de "linchamento" como chegou a ser desejada pela sociedade. Eles querem que se mantenha a proporcionalidade entre a sentença e o crime cometido.
Livino revela que a família fica revoltada com as notícias de que os jovens, por serem da classe média alta - incluindo um filho de juiz - gozariam de privilégios. "Toda segunda-feira, o juiz Novelly Villanova leva marmita para a cadeia e almoça com o filho Antônio", observa o advogado para mostrar que os acusados pela morte do índio pataxó recebem "tratamento normal".
A pedido dos familiares, até agora o advogado não ingressou com pedido de relaxamento da prisão dos jovens. "Eles estão há quase dois anos presos provisoriamente e a lei diz que máximo são 81 dias."

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