Londrina – O juiz da 2ª Vara Criminal, Décio Miranda da Rocha, abriu prazo para os advogados de defesa dos réus apresentarem vistas dos autos a fim de encerrar a instrução do processo do "Caso São Marcos". Na prática, os defensores têm a oportunidade de se manifestarem tecnicamente, escreverem suas defesas e alegações finais, para então proferir a sentença de mérito. O prazo vence em duas semanas, gerando expectativa na família da vítima de celeridade.
Os parentes cobram a condenação dos quatro acusados de participação na morte do empresário José Luiz de Souza, ocorrido em março. "A gente espera que este caso seja resolvido o mais rápido possível e que a decisão seja justa. Nossa família aguarda essa decisão com ansiedade para que possamos juntar os cacos e recomeçar", disse a viúva da vítima, Luciney de Souza.
O juiz concluiu nesta semana as audiências do caso. Terça-feira foram ouvidas 20 das 33 testemunhas arroladas no processo. Ele também realizou o interrogatório dos quatro réus: David Willian Machado, de 18 anos, Sandra Aparecida da Silva, 35, Viny Mayer Marcuz, 22, e Julio Cesar da Costa, 31.
O grupo é acusado de latrocínio (roubar para matar) e corrupção de menores. Machado é apontado como mentor do roubo. Marcruz e Costa teriam facilitado na fuga. Sandra teria escondido a arma usada no crime e planejado a fuga do executor. Ele foi apreendido na Rodoviária.
"Temos convicção da participação de alguns do réus", afirmou o promotor Marcio Bergantini. Ele também tem prazo para apresentação das considerações finais.
Todos os réus estão presos preventivamente. O fim da instrução cria expectativa para o pedido de relaxamento de prisão. "Devo protocolar o pedido na Justiça", afirmou a advogada Eliane Marcatto, que defende Machado. Mauro Martins e Aldo Cézar Makiolke, que advogam respectivamente para Costa e Marcruz, não devem apresentar recurso. Zireny Bespalhok, advogada de Sandra, não atendeu as ligações feitas pela FOLHA.

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