Família e estresse engordam
Emagrecer - seja pelo método tradicional de dietas e exercícios, ou através de cirurgia do estômago - não é tarefa das mais fáceis. Junte-se a isso família e estresse, fatores que podem atrapalhar o emagrecimento, que a tarefa fica ainda mais complicada - constata o endocrinologista e metabologista José Ormildo Cervantes Loli, de Apucarana.
Cervantes explica que o estresse crônico estimula o hormônio adrenocorticotrófico (HCTH), que por sua vez estimula a glândula suprarenal a produzir o cortizol. Este é conhecido como hormônio do estresse, que aumenta o apetite, causa estrias e a obesidade truncal, concentrada no tronco, na barriga.
Há ainda o que Salete chama de ''dinâmica familiar engordativa''. Segundo os especialistas, tudo é ''muito sutil'' - a mãe que reclama das pequenas porções de comida que o filho come e que doces e pães estragam na geladeira, o marido que cobra o emagrecimento da esposa, mas leva os doces preferidos dela quando volta da padaria. ''Quem está inserido dentro do contexto não percebe a dinâmica familiar engordativa'', explica Salete.
Para os obesos que fizeram a cirurgia - ressalta a psicóloga, ''é preciso estar muito estruturado, porque ele vai ocupar outro lugar dentro do contexto familiar e social''. Isso, exemplifica Salete, leva a situações contraditórias, como a mãe que reclama que a filha ''ficou fresca'' porque não come mais de tudo.
Cervantes explica, que, no Brasil, estatísticas apontam que 40% das pessoas têm problemas com a balança - não são necessariamente obesos, mas ou tem sobrepeso, ou oscilam de peso, ou já fizeram dietas e tratamentos para perder peso. ''Desses 20% são obesos, com índice de massa corpórea igual ou maior que 30 kg/m2, e a previsão é que daqui 25 anos, 30% das pessoas sejam obesas. Nos EUA, 40% das pessoas são obesas, 10% destas com obesidade mórbida'', alerta o endocrinologista. (C.P.)





