Florianópolis - O corpo do surfista Ricardo dos Santos, 24, morto a tiros por um policial militar, foi enterrado no início da tarde de ontem em Paulo Lopes (a 52 km de Florianópolis) sob forte clima de comoção e indignação. O sepultamento foi acompanhado pela família, por centenas de amigos e por colegas da elite do surfe mundial, como Alejo Muniz e Adriano de Souza, o Mineirinho. A cerimônia terminou com uma salva de palmas de mais de cinco minutos e com um coro que pedia justiça.
Por causa da repercussão do caso, o comandante de Polícia Militar em Santa Catarina fez um pronunciamento no qual classificou de "mau exemplo" a atitude do soldado Luis Paulo Mota Brentano, 25, autor dos disparos.
Ricardinho foi baleado por volta de 8 horas de segunda-feira após discutir com o soldado em frente à sua casa. Segundo o delegado, a família afirma que o militar estava usando drogas e havia parado o veículo sobre canos de água usados em uma obra na residência. O surfista teria reclamado e sido baleado em seguida. Na versão do policial, apresentada em depoimento na segunda-feira, o surfista o abordou com agressividade e o ameaçou com um facão, levando-o a atirar para se defender.

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