A TAM será processada pela família do engenheiro Fernando Caldeira de Moura, morto no acidente com Fokker-100. Os advogados devem exigir além de uma indenização em dinheiro, o amparo legal à viúva e as duas filhas pelo período estimado de vida útil do engenheiro . Ele morreu com 38 anos de idade. A revolta dos Caldeira de Moura está sendo reforçada pela postura assumida pela companhia.
Dois meses depois do acidente, ninguém da TAM procurou manter contato com familiares da vítima contrariando a informação do presidente da TAM, comandante Rolim Amaro, à imprensa na época, na qual afirmava que estaria pessoalmente tratando do caso. ‘‘Para a TAM só interessa passageiro vivo, não recebemos sequer um telegrama’’, protesta o irmão do morto, Kramer de Moura.
O clima de indignação e revolta de familiares deve provocar uma longa batalha judicial com a empresa de transporte aéreo. Eles estão juntando informações sobre o histórico do aparelho acidentado, inclusive sobre os danos sofridos pelo avião quando pertencia à empresa TABA, e teria se chocado em um hangar em outubro 1995.
Kramer de Moura comentou que aguarda o laudo do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e a manifestação do Ministério Público quanto às conclusões da polícia. Após isto, entrará contestando os dados apresentados pela investigação pela falhas que tem observado neste processo.

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