Família de Frazão esperava resposta da Justiça havia 14 anos
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terça-feira, 19 de outubro de 1999
Por Clarissa Thomé 
Rio, 20 (AE) - A viúva de Frazão, Felícia de Moraes Soares, e seu filho, Henrique Ruy, lutavam na Justiça havia 14 anos para que a União reconhecesse o assassinato de Frazão. "O mais importante foi a União ter sido responsabilizada da União, o dinheiro é o menos importante nessa luta toda", afirmou a irmã de Frazão, Ana Maria.
Ruy Frazão Soares era militante da Ação Popular e participou de um foco guerrilheiro no Vale do Pindaré-Mirim (MA). Ele foi preso e torturado em 1965, quando estudava na faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Pernambuco, ao protestar contra a transferência da faculdade para o interior de Recife. Em 1974, quando desapareceu, ele vivia na clandestinidade e sustentava a família, consertando rádio e televisão, além de vender artesanato feira-livre de Petrolina. Até hoje a família do militante não sabe onde seu corpo foi enterrado.


