Curitiba- Ainda não há uma posição oficial sobre o paradeiro do engenheiro paranaense Gustavo Pereira Rodrigues, de 23 anos, que está desaparecido desde o dia do acidente com a aeronave da TAM, na última terça-feira. O rapaz que trabalha na filial paulista da multinacional Bain & Company, que presta consultoria estratégica para grandes empresas, estaria participando de uma reunião com diretores da empresa área, no prédio da TAM Express, no momento que o avião atingiu o edifício e o posto de gasolina.
A família do engenheiro, natural de Carambeí, e a noiva dele, estão em São Paulo, desde a quarta-feira em busca de informações. De acordo com o irmão de Gustavo, o estudante de Medicina Tiago Pereira Rodrigues, de 20 anos, que reside em Londrina, a família estava no Instituto de Medicina Legal (IML), ontem, aguardando notícias, depois de ter percorrido hospitais da cidade, para onde teriam sido levadas possíveis vítimas do acidente.
''O trabalho de identificação é feito da melhor forma possível. O IML tem que oferecer um serviço objetivo e informações corretas e sólidas, por isso é normal que se tenha uma demora. Mas estamos vivendo uma situação emocional adversa em São Paulo. Isso tudo é lastimável'', desabafa o estudante, contando que logo após receber a notícia do acidente, a família ligou diversas vezes para o celular de Gustavo, só que caía na caixa postal.
''Ele realmente estava no prédio da TAM, naquele momento, junto com cerca de 80 pessoas. Há horas que temos esperança em encontrá-lo com vida, mas na lucidez, perdemos a esperança, quando pensamos que ele está sumido há quase quatro dias'', lamenta. ''Queremos que a memória do meu irmão seja respeitada. Ele é uma pessoa querida por todos e muito especial'', disse Tiago, informando que Gustavo saiu de Carambeí, aos 17 anos, para cursar engenharia no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos. Depois de formado foi morar em São Paulo, onde reside há mais de um ano.
A sétima vítima paranaense do acidente é o curitibano Eduardo Mancia, de 60 anos, que teria viajado a São Paulo para atender clientes.

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