Berlim - A família de Robert Steinhaeuser, o jovem que assassinou 16 pessoas em sua antiga escola da localidade alemã de Erfurt, e depois se suicidou, expressou seu pesar pela dor causada ‘‘a toda a Alemanha’’.
‘‘A dor, o desespero e a impotência em nossa família é infinita. Nos dói infinitamente que nosso filho e irmão tenha provocado um pesar tão atroz’’, declaram os pais e o irmão do rapaz em uma carta publicada ontem por dois jornais da Turíngia, estado da cidade de Erfurt.
‘‘Não encontramos ainda tempo para pensar em nosso filho e irmão; só pensamos nas vítimas e nosso pensamento está com suas famílias’’, prosseguem, em alusão aos 13 professores, dois estudantes e um policial mortos pelos disparos de Steinhaeuser.
A matança no instituto de Erfurt aconteceu na sexta-feira passada, quando o antigo aluno, de 19 anos, entrou armado na escola e começou a disparar em várias salas de aula dos quatro andares do edifício.
O atacante foi excluído dos exames finais de bacharelado que eram realizados nesse dia no centro e se supõe que atuou por vingança contra seus professores.
Os pais do jovem – uma enfermeira e um engenheiro – desconheciam que seu filho tinha sido expulso dessa escola há vários meses.
‘‘Desde esse ato horrendo nos perguntamos de onde saiu esse ódio e esse desespero de Robert e por que nunca nos demos conta disso’’, diz a carta. ‘‘Éramos uma família normal até esse brutal ato de loucura e conhecíamos um Robert muito diferente’’, declaram os pais e o irmão do atacante, de 25 anos.
A matança de Erfurt abriu na Alemanha um debate político sobre um endurecimento das leis de posse de armas, assim como uma possível proibição de videogames violentos, como os que Steinhaeuser tinha em seu computador.
O chanceler Gerhard Schroeder se reuniu ontem com os responsáveis pelas principais cadeias de televisão, públicas e privadas, para abordar uma possível limitação da difusão de filmes violentos na televisão.

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