Belém, 15 (AE) - A família do economista João Alberto Sabóia, assassinado a facadas no sábado, em Nova York, está revoltada com a direção do hotel Wardolf Astoria, onde a vítima estava hospedada e foi degolada. Mary e Graça Sabóia, irmãs de João Alberto, acusam a direção do hotel de não comunicar o fato à família durante 24 horas. "Soubemos pela TV, em nenhum momento fomos comunicadas pelo hotel sobre o que havia ocorrido, foi muita falta de respeito", afirmam elas.
A mãe do economista, Solange, de 76 anos, passou mal ao saber da morte do filho. Ela foi aconselhada por médicos da família a não viajar para os Estados Unidos. "Minha dor é imensa. Meu filho foi para os Estados Unidos a trabalho e encontrou um fim horrível", disse Solange.
Mary disse ter sido "chocante" assistir pela TV o corpo do irmão sair do hotel na maca que era carregada pela polícia. "A gente nem sabia direito o que tinha acontecido quando aquela cena apareceu na televisão". Ela informou que, acompanhada pelos dois sobrinhos do economista, viaja amanhã para Nova York. "Só voltaremos quando tudo estiver esclarecido". A família contratou um advogado americano para acompanhar o caso.

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