Londrina - A família de Amanda Rossi, através de seus advogados, ingressou com ação de indenização por danos materiais e morais contra a Unopar, já que a estudante foi assassinada em 27 de outubro do ano passado dentro do campus do Jardim Piza (Zona Sul de Londrina). A ação requer, entre outras coisas, que a instituição seja obrigada a pagar 10,8 mil salários mínimos (R$ 4,48 milhões) ao pai, a mãe e a irmã da estudante.
Na ação, protocolada em 18 de abril, a advogada Helen Cassiano argumenta que ''o crime teve, como responsável indireta mas não menos culpada a Unopar, que era responsável pela integridade física de seus alunos e professores nesse mister, contribuindo sobremaneira para a morte da jovem Amanda Rossi''. Ela requeria que o processo corresse em segredo de justiça por ter anexado fotos da estudante, tanto em vida quanto após ser morta. O pedido, no entanto, foi indeferido pelo juiz da 8 Vara Cível, José Ricardo Alvarez Vianna, que retirou as imagens dos autos.
A advogada considera que a Unopar deve ser responsabilizada porque o festival de música e dança era uma atividade acadêmica extra curricular que acontecia em um de seus campi. Usando depoimentos da chefia de segurança da Unopar, de seguranças e de estudantes, ela aponta que o número de segurança nos dias dos fatos era insuficiente: cinco para vigiar cerca de 300 pessoas quando o necessário seriam pelo menos 12. Também observa que não foram realizadas revistas pessoais em nenhum dos presentes; que a iluminação era precária, principalmente no local onde Amanda foi morta; e que a câmera de segurança externa ao ginásio onde era realizado o evento não estava funcionando.
Helen atenta para o fato de que o assassinato da estudante provocou sérios problemas - tanto psicológicos quanto financeiros - aos pais de Amanda, Luiz Carlos e Maria Francisca, e também à filha caçula do casal, Izadora. Por isso, pede o pagamento de pensão mensal de cinco salários mínimos a cada um dos familiares até completarem 65 anos. Requer ainda que a Unopar arque com tratamentos psicológicos e custeie a faculdade de Izadora em outra instituição. Além disso, pede o pagamento de 10,8 mil salários mínimos, a título de danos morais, à família.
A advogada havia solicitado ainda a antecipação da tutela, uma vez que a renda da família teria caído drasticamente após o crime. No último dia 24, no entanto, o juiz entendeu não haver esta possibilidade e indeferiu o pedido.
A assessoria da Unopar informou que a instituição não havia sido notificada oficialmente da ação e que só depois disso deveria se pronunciar.
Amanda foi agredida e asfixiada na sala de máquinas da piscina do campus no dia 27 de outubro do ano passado. O corpo só foi encontrado por um funcionário dois dias depois do assassinato. Até o momento, a Polícia Civil não conseguiu apurar a autoria nem a motivação do crime.

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