Família contesta versão de servidor que matou pai e filho
Agência Folha
De São Paulo
Os corpos de Carlos Alberto Alves, 52, e de seu filho, Carlos Daniel Chacur, 25, foram enterrados ontem pela manhã no Cemitério da Paz, no Morumbi, em São Paulo. Os dois foram mortos na sexta-feira passada no saguão de desembarque do Aeroporto Jucelino Kubitschek, em Brasília, pelo agente administrativo da Polícia Federal Eder Douglas Santana Macedo, 37.
Família e amigos presentes no velório estavam consternados com a morte de Carlos Alberto e principalmente de Daniel, como é chamado pelos mais próximos. A família afirma que ele não tinha namorada em Brasília. Eles não acreditam no que Santana disse à polícia.
Em depoimentos informais, Santana teria afirmado que não aceitava que sua sobrinha Flávia namorasse com Daniel. Ele teria disparado para evitar um possível namoro entre os dois. Cristina Ferreira Chacur, 47, tia de Daniel, estava indignada com o assassinato do sobrinho. Quero que esta versão mentirosa seja esclarecida, disse.
Santana é irmão de Rose, mulher de Carlos Alberto. Cristina acha que Rose foi omissa quando deixou Santana se tornar amigo de Daniel, colocando o sobrinho em risco.
Apesar da amizade entre os dois ser recente, Santana tinha um comportamento obsessivo em relação a Daniel, segundo a família. Eles teriam passado o
ano-novo com parentes em Peruibe, litoral sul de São Paulo.
Chacur estudou ciência da computação, na USP (Universidade de São Paulo), onde também fez um mestrado na área de informática. Os amigos da faculdade disseram que ele foi o primeiro mestre da turma.





