Família atrasa prestações da casa e é despejada
Marcos Zanatta
De Maringá
A Cohapar, através da Justiça, despejou ontem a família do catador de papel Pedro Francisco Pereira, 45 anos, que há quatro anos não pagava prestação da casa onde morava, no Conjunto São Silvestre, em Maringá. Ele alega que trabalhava na prefeitura quando ficou doente, foi demitido e teve que cortar o pagamento da prestação. A última cobrança que ele recebeu, em novembro do ano passado, era de R$ 20,78. A dívida de Pereira passa de R$ 2 mil. Não tenho como pagar, disse. Na casa moravam Pereira, a mulher e duas filhas menores, e na edícula que ele construiu no terreno outra filha, o genro e quatro crianças.
Ontem à tarde, vizinhos tentavam guardar móveis e roupas das duas famílias. Pereira tentava arrumar uma lona para cobrir os poucos objetos que estavam no quintal de um vizinho. Não tenho para onde ir. Meu irmão que mora em Maringá não tem como me ajudar, dizia. Ele estava revoltado também porque o genro, que morava em uma edícula construída nos fundos, também foi despejado. O subgerente da Cohapar na região de Maringá, Milton Maziero, disse que Pereira teve todas as chances de negociar. Mas ele não aceitou a proposta de rescisão do contrato e nem se defendeu na ação judicial.





