Belém, 14 (AE) - A família do economista e antiquário João Alberto Sabóia, de 56 anos, assassinado a facadas em Nova York, vai exigir explicações convicentes da direção do Hotel Waldorf Astória sobre as circunstâncias que permitiram a entrada na recepção e quarto de uma pessoa desconhecida que, acompanhada da vítima, teria sido a autora do crime. Não está descartada a possibilidade de um processo contra o hotel por negligência.
Sabóia morava com a mãe e uma irmã num dos edifícios mais luxuosos do centro de Belém, o Diamond Tower. Ele vendia projetos das áreas agroindustrial e agroflorestal para empresas do Brasil e do exterior interessadas em investir no Amazônia. Muitos dos projetos feitos por Sabóia nos últinmos anos tiveram incentivos fiscais captados junto à Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM).
No final da tarde de hoje, ainda muito abalada com o crime, familiares de João Alberto evitavam o contato com jornalistas. Amigos informaram que a família estava providenciando o traslado do corpo de Nova York para Belém, onde ele será sepultado. Isso só será possível após a conclusão do trabalho policial. Dois sobrinhos de João Alberto e um amigo da família viajam para Nova York amanhã.
O empresário Rodrigo Chaves lamentava a morte do economista, de quem se dizia "um grande amigo". Ele afirmou que o crime precisa ser rapidamente esclarecido. "O Pará perdeu um de seus maiores economistas, num crime hediondo fora do Brasil", resumiu Chaves. Segundo o advogado Sergio Couto, João Alberto era uma pessoa bastante agradável e que gostava de viajar muito com amigos. "Fiquei chocado", acrescentou ele, informando que também irá a Nova York acompanhar o desenrolar das investigações.

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