Curitiba- Familiares da aposentada Arlete Bitencourt Nunes, 75 anos, que morreu no último dia 24 de outubro, acusam médicos e enfermeiras do Hospital São Vicente de negligência no atendimento. Ela foi internada com quadro de infarto, e morreu cerca de quatro horas depois. Segundo os familiares, ela foi atendida apenas por uma enfermeira que teria se negado a chamar o médico, antes de ter em mãos os exames que ela havia feito.
O neto de Arlete, o advogado Marcello Lombardi, disse que não concordou quando o plantonista -que não estaria no hospital no momento em que o quadro de sua avó se agravou- assinalou ''infarto súbito'', no atestado de óbito. O eletrocardiograma de Arlete já mostrava que ela estava infartada quando chegou ao hospital, garantiu Lombardi. O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios de Curitiba, que abriu inquérito para apurar a denúncia. Lombardi e outras testemunhas prestaram depoimento ontem.
O delegado titular da Homicídios, Adonai Armstrong, informou que deverá chamar os médicos e enfermeiras denunciados para depor. Cópia do prontuário médico, também, deve ajudar a esclarecer o que aconteceu, acrescentou o delegado. Caso seja comprovada a omissão, os profissionais poderão ser responsabilizados criminalmente.
Lombardi disse, ainda, que protocolou denúncia no Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), no Conselho Regional de Enfermagem (Coren-PR) e junto à comissão de Direitos Humanos e Cidadania da seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR).
A Folha tentou contato com o Hospital São Vicente, mas ninguém atendeu as ligações.

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