Família acredita em suicídio de economista
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de dezembro de 1999
Por Hugo Marques 
Brasília, 29 (AE) - Os familiares do economista José Carlos Batista, que foi diretor de Habitação da Caixa Econômica Federal durante o governo Collor, acreditam que ele tenha se suicidado. Além da esposa do economista, Eunícia Guimarães, o delegado titular da 10ª Delegacia de Polícia de Brasília, João Kleiber, ouviu hoje "informalmente" os dois filhos do casal, que também disseram ter certeza de que se trata de suicídio. O corpo do economista foi encontrado no último sábado no fundo da piscina.
A polícia recolheu hoje materiais em torno da piscina onde morreu o economista e fez perícias complementares, mas nada descobriu que pudesse levantar a hipótese de assassinato. Além de acreditarem que tenha sido suicídio, Eunícia e os dois filhos do casal confirmaram que João Carlos tinha dívidas, mas não souberam precisar o montante. A família do economista reconheceu como sendo dele a letra dos dois bilhetes deixados antes do suposto suicídio, um na borda da piscina e outro em um criado-mudo do quarto do casal. O delegado Kleiber disse que nos documentos que recolheu para o exame grafotécnico, todos assinados pelo economista, a assinatura é idêntica à dos bilhetes. "Mas isso só será totalmente comprovado pelo exame grafotécnico", disse o delegado.
Ainda esta semana o delegado pretende colher os depoimentos formais. Segundo ele, José Carlos não tomava medicamentos e não consumia drogas. A polícia investiga agora se alguém teria ajudado ou pressionado o economista a se matar. A piscina onde João Carlos foi encontrado tem 1,44 metro de profundidade. Segundo a polícia
o economista tinha cerca de 1,75 metro de altura, mas as pernas estavam amarradas. Os alteres e as pedras amarradas a seu corpo pesavam 53 quilos e a corda dava algumas voltas no pescoço.


