Faltam vagas para motos em Londrina
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A frota de motocicletas, motonetas e ciclomotores em Londrina aumentou de 51.862 para 69.927 unidades registradas no Detran nos últimos cinco anos. O crescimento de 34,83%, no entanto, não foi acompanhado por um aumento proporcional do número de vagas para estacionamento destinado a este tipo de veículo. O resultado é que, a exemplo dos motoristas, quem anda sobre duas rodas também tem dificuldades para estacionar no Centro e em outras regiões de grande movimento nas várias regiões da cidade.
A Reportagem da Folha circulou por Londrina para avaliar a existência de vagas específicas para esses veículos e constatou que a maior parte está na Área Central. Ainda assim, os motoristas que precisam parar no Centro precisam de muita paciência.
O comerciante Manuel Campinha relata que em frente à loja dele foram criadas seis vagas, que são insuficientes para atender a demanda. ''Tem nove motos estacionadas em seis vagas aqui em frente da minha loja, mas logo à frente a gente vê outras motocicletas paradas na rua em vagas que deveriam ser para carros. Seria necessário aumentar muito mais para atender essa demanda'', avalia.
O mototaxista Stênio Maximiliano de Oliveira, que atua perto do Camelódromo, afirma que o problema se agravou com a implantação das faixas exclusivas de ônibus. ''Quando precisamos deixar uma encomenda, não podemos deixar a moto na rua porque a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) vem e multa, mas não há opções'', reclama.
Na Avenida Maringá, no Jardim Dom Bosco (Zona Oeste), o office boy Anderson Cardoso também reclama da falta de vagas. Ele diz que não compensa pagar um estacionamento privado para deixar para realizar entregas rápidas. ''Dependendo do serviço não levo nem 15 minutos. Então pagar estacionamento acaba ficando caro'', diz ele, se referindo ao valor médio de R$ 2 para parar por meia hora nesses locais.
Quem anda de carro também é afetado pela falta de vagas para motos. Isso ocorre porque muitos motociclistas param suas máquinas colando aos autóveis, dificultando manobras e balizas. Segundo o taxista Orlando Silva, essa situação é bastante comum. ''Agora mesmo um motociclista fez isso. A sorte é que estava dentro do carro e pude pedir para que ele estacionasse um pouco mais adiante'', conta.
O desempregado Leandro Amaral admite que já parou entre os carros devido à falta de vagas para motos. ''Como eu paro e saio rapidamente, não chego a ver a reação dos motoristas, mas se fosse eu, ficaria bravo se colassem no meu carro'', admitiu. Ele conta que quando vai ao Centro se dispõe a pagar R$ 3 por hora para estacionar sua moto, com medo de que seja furtada. ''Compensa mais deixar nesses locais, a segurança é maior'', observa.
Outro mototaxista diz que não passa tanta dificuldades para estacionar. Uriel Maldonado trabalha em um almoxarifado de uma empresa e garante que não se aperta na hora de procurar uma vaga. ''A gente arruma qualquer brecha, que não precisa ser específica para moto.'' Ele concorda que o aumento da frota de motos na cidade tem tornado até mesmo essas brechas mais difíceis de serem encontradas. ''Esses estacionamentos específicos para motos existem mais no Centro, mas quando vamos para bairros não existem vagas específicas para a gente.''


