Faltam vagas e educação
Encontrar uma vaga de estacionamento em Londrina é cada vez mais difícil. O crescimento acelerado da frota de veículos não é acompanhado por políticas públicas nem por uma fiscalização eficiente. Com isso, espaços reservados para embarque e desembarque, idosos e deficientes físicos se tornam uma alternativa para motoristas apressados e mal educados que ocupam as vagas sem ter direito.
A FOLHA percorreu vários pontos da cidade e constatou as irregularidades. No Aeroporto José Richa as reclamações por falta de vagas de estacionamento são constantes e na mesma proporção há o desrespeito por parte dos motoristas. "Não existe espaço suficiente para parar no local destinado para embarque e desembarque. Fui obrigado a usar a vaga para deficientes. Fiquei só uns 10 minutos e com receio de levar uma multa", confessa o corretor de imóveis Ângelo Góes, de 63 anos.
A fiscalização é feita apenas por uma policial militar, que trabalha durante seis horas por dia controlando a chegada e saída de veículos.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informa que aplicou 381 multas de 1º de janeiro a 30 de junho por conta do uso irregular de vagas preferenciais. Foram 224 em vagas reservadas para idosos e 157 nos espaços destinados a deficientes. O motorista flagrado recebe multa leve, no valor de R$ 53,20, e perde três pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). "Isso dá uma média de duas multas por dia. Certamente o número de infrações é bem maior, mas com a estrutura que temos é difícil fiscalizar todos os pontos", ressalta o diretor de trânsito da CMTU, Arnaldo Sebastião.
Segundo dados divulgados em 2013, o município de Londrina é o segundo em frota de veículos no Paraná (334.916 automóveis)
Em vigor desde 2008, lei determina que todas as cidades brasileiras são obrigadas a destinar 3% das vagas de estacionamento público para idosos e 2% para deficientes
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





