Faltam rampas de acesso nas proximidades de 95% dos domicílios do país
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sexta-feira, 25 de maio de 2012
Agência Brasil 
Pesquisa divulgada hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que não há rampas de acessibilidade nas proximidades de 95,3% dos domicílios urbanos no país. Esse é o item de circulação menos presente em torno das casas. Por outro lado, a iluminação chega a 96,3%, e ruas estão pavimentadas em 81,7% dos domicílios no país.
Com base no Censo 2010, o IBGE estudou as condições de infraestrutura nas proximidades de 96,9% dos domicílios brasileiros, onde vivem 84,4% da população. Embora os percentuais da presença de rampas para deficientes seja baixo em todas as regiões, Centro-Oeste e Sul têm o índice mais elevado, ao atender a 7,8% dos domicílios. No Norte e no Nordeste, há rampas ao redor de apenas 1,6% das casas e no Sudeste, de 5%.
A presidenta do IBGE, Wasmália Bivar, disse que os desafios são elevados. "Mesmo nas áreas desenvolvidas, que têm avançado na colocação de rampas, os percentuais são muito modestos e há espaço pra crescer."
O levantamento mostrou ainda que entre as condições não desejáveis há esgoto a céu aberto nas redondezas de 11% das moradias e depósitos de lixo nas proximidades de 5%. Por fim, confirma que quanto maior a renda do morador, melhores são as condições em torno do domicílio.
A pesquisa comprova também uma relação entre as coletas de lixo e de esgoto e condições de infraestrutura. Os logradouros atendidos diariamente pelo serviço de limpeza estão mais bem identificados e entre aqueles com as maiores taxas de pavimentação, meio-fio, calçadas e bueiros. Mas mesmo naqueles sem coleta de lixo, há boa iluminação pública.
As diferenças regionais também persistem em termos de infraestrutura das cidades, constatou o IBGE. Enquanto a Região Sudeste oferece condições mais desejáveis de vida tendo 80% dos domicílios com ruas pavimentadas, meio-fio e calçadas , a Região Norte, com exceção de iluminação pública, tem os piores indicadores. A maioria dos itens não alcançava 62% dos domicílios. "Essas variáveis são reveladoras das diferenças sociais, econômicas e regionais. Isso está bastante claro e já era esperado", destacou a presidenta do IBGE.


