Faltam leitos para pacientes com meningite em Teresina
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2000
Por Claudio Barros, especial para a AE 
Teresina, 27 (AE) - Com uma média de dez casos novos de meningite viral por dia, o Hospital de Doenças Infecto-Contagiosas de Teresina está sem leitos para receber mais pacientes. Desde a semana passada, macas vêm sendo usadas para internações e os corredores foram improviados como enfermarias. Foi necessário comprar 20 colchões novos para atender à demanda de novas internações.
Com a falta de leitos apropriados para internar os pacientes acometidos por meningite viral, abriram-se mais dez leitos no Hospital, da Polícia Militar. O Hospital Infantil Lucídio Portella também está recebendo crianças afetadas pela doença, que são a maioria das vítimas.
Com 263 casos registrados até o dia 26, foi preciso também reforçar a remessa de recursos para o Hospital de Doenças Infecto-Contagiosas (HDIC). Sem essa medida, haveria risco de faltar medicamentos para os pacientes.
Hoje (27), o prefeito de Teresina, Firmino Filho, se reuniu com o secretário municipal de Saúde, Sílvio Mendes, e determinou que fossem colocados médicos à disposição do HDIC. Os profissionais que trabalham no hospital são em número insuficiente para a demanda de novos casos de meningite.
A prefeitura mandou imprimir às pressas 100.000 folhetos com informações sobre a forma de contágio da doença, vai realizar mutirões de limpeza pública nos bairros da periferia de Teresina e reunirá, na próxima semana, todos os diretores de escolas públicas e privadas da capital para alertá-los sobre o risco da meningite, que tem atingido mais as crianças entre seis meses e doze anos de idade.


