Faltam banheiros, locais de refeição e água potável
A auditora-fiscal chefe do Ministério do Trabalho e coordenadora do GEFM, Jaqueline Carrijo, detalha que as principais irregularidades na Usina Central estão nas estruturas básicas do ambiente de trabalho. Entre elas, a falta de instalação sanitária, de locais de refeição, água potável, soro hidratante, materiais de primeiros socorros, serviço seguro de remoção em caso de acidente, equipamentos de segurança individuais e transporte seguro. Dos 52 veículos utilizados no transporte de trabalhadores 35 foram interditados. ''Pegamos em uma frente trabalhadores comendo debaixo do guarda-chuva, adquiridos do próprio bolso. São condições inaceitáveis'', ressalta a auditora.
O grupo determinou a interdição de oficinas mecânicas, trabalhos em espaços confinados, locais de sistema elétrico, vasos de pressão, prensas e cilindros. As aplicações de agrotóxico também foram proibidas.
A auditora ressalta que a usina passa por reformas na área industrial. E afirma que os setores que não foram interditadas estão parados e não oferecem grave risco. ''Se tudo estivesse funcionando, não sei dizer qual seria a realidade'', comentou Vladimir Jorge, auditor fiscal do trabalho e Engenheiro de Segurança do Trabalho.(M.O.)





