Londrina - A Gerência de Alimentação Escolar da Secretaria Municipal de Educação está racionando o fornecimento de produtos perecíveis para as creches filantrópicas, como arroz, feijão e macarrão. Algumas unidades passam por dificuldades e estão com os estoques bastante reduzidos.
A FOLHA adiantou o problema em março, ao revelar que a Prefeitura de Londrina havia cortado o fornecimento dos gêneros alimentícios para os 63 centros de educação infantil (CEI) filantrópicos em virtude do encerramento dos contratos com as prestadoras.
Os estoques deveriam abastecer as unidades da rede municipal de ensino até abril, mas houve erro de cálculo por parte de Secretaria Municipal da Educação. O primeiro reflexo disso foi a falta de carne, depois de hortifrutigranjeiros e agora de produtos perecíveis.
Os CEI atendem 5 mil crianças em Londrina. Oito unidades encaminharam ofício, nesta semana, ao município solicitando repasse emergencial de alimentos. O volume foi pequeno. ''Não veio quase nada. Recebi um fardo de arroz, que não dá para uma semana. Além disso, óleo e extrato de tomate'', afirmou uma diretora que preferiu não ter a identidade revelada. O nome da creche também foi preservado.
Outra diretora, que também teme retaliação e não quis divulgar sua identidade nem o nome da instituição, contou que há um mês não há repasse de alimentos perecíveis por parte do município. ''Faço bazar e rifas para arrecadar fundos e comprar a comida para as crianças'', contou.
O Conselho Municipal de Alimentação Escolar, porém, não recebeu denúncias de falta de alimentos nos últimos dias.
O problema só deve ser normalizado com a homologação dos 32 lotes do pregão presencial, conhecido como licitação da merenda, realizado no dia 26 de março. Até agora, apenas um contrato foi assinado (fornecimento de carne).
A Secretaria de Educação não tem previsão para normalização do problema. ''Eles (Secretaria de Gestão Pública) estão no processo de contratação das empresas (que participaram da licitação). Eu não tenho previsão (para normalização do fornecimento)'', acrescentou a secretária Virginia Laço.

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