Falta vontade da Fazenda para acabar com guerra fiscal, diz Covas
Brasília, 25 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas, disse há pouco, ao deixar o Palácio do Alvorada, que falta vontade do Ministério da Fazenda e da Receita Federal para acabar com a guerra fiscal. Segundo ele, a reforma tributária em discussão no Congresso seria o caminho ideal para acabar com a guerra fiscal. "Em 16 anos de Congresso nunca vi uma comissão dessas que vota, pára no meio, reúne governadores e prefeitos mas não decide nada", disse ele, referindo-se à comissão Especial da Reforma Tributária, que iniciou seus trabalhos no primeiro ano do primeiro mandado do governo Fernando Henrique Cardoso.
Mário Covas falou ao deixar o Palácio do Alvorada onde apresentou ao presidente Fernando Henrique Cardoso o Projeto Genoma Xylella, que decifrou o código genético da bactéria Xylella, que causa o amarelinho, doença que atinge as plantas cítricas.
Covas, definiu há pouco como "crônico" o problema do salário mínimo pelo fato de estar atrelado à Previdência Social. Ele lembrou que durante a Constituinte tentou-se acabar com essa vinculação mas não houve sucesso. Ao ser questionado sobre o valor que considera ideal para o salário mínimo, Covas disse que defende o mesmo que seu partido, o PSDB: "o possível".
Foi lacônico ao comentar as disposição do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães", que anunciou ontem que a Bahia entrará com ação contra São Paulo pela aplicação de sobretaxas a produtos produzidos em Estados que concedem incentivos fiscais. "Ah, é? Vai entrar? Tudo bem!", afirmou o governador.
Sobre a saída de Andrea Calabi da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Covas afirmou que acha uma pena não ter para oferecer no governo paulista um cargo à sua altura. Afirmou também que tem uma "boa relação pessoal" e considera "uma boa figura" o substituto de Calabi no BNDES, Francisco Gros.





