São Paulo - As fortes chuvas que atingiram o país nos últimos meses dificultaram o exercício de um dos direitos básicos do cidadão: o de ir e vir. Rodovias importantes, como a Régis Bittencurt e a Fernão Dias, fecharam com uma frequência considerada acima da normal, segundo especialista. A interdição não pode ser encarada como fato corriqueiro.
Para o professor de Infraestrutura de Transportes da Universidade de São Paulo (USP), José Leomar Fernandes, o mau tempo não deveria ser suficiente para causar tantos transtornos. Há problemas estruturais na elaboração dos projetos de engenharia. ''Ou é erro do calculista ou erro de método'', afirma. ''A gente não faz uma estrada para ficar interrompida seis meses'', destacou.
A Rodovia Fernão Dias que liga São Paulo a Belo Horizonte foi fechada há uma semana, no sentido da capital mineira, após deslizamento de terra afetar a estrutura de um viaduto. A concessionária da via estima que o reparo deverá durar de dois a seis meses. As rodovias Régis Bittencurt e Dutra, que ligam a capital paulista a Curitiba e ao Rio de Janeiro, respectivamente, também tiveram trechos interditados pelas chuvas e possuem desvios em seus trajetos.
Falhas na manutenção também podem colaborar para os danos nas rodovias, segundo Fernandes. ''O trabalho preventivo precisa ser mais enfatizado'', alerta.

Geladeira
E para piorar ainda mais a vida do motorista, um caminhão carregado com geladeiras tombou na madrugada de ontem na pista sentido São Paulo da rodovia Régis Bittencourt, na altura do km 300, em São Lourenço da Serra (SP). Não houve feridos. Uma faixa da pista sentido Paraná foi utilizada por quem viajava rumo à capital paulista. A estrada foi liberada à tarde, após cerca de 12 horas de bloqueio parcial.

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