São José dos Campos, SP, 10 (AE) - O secretário executivo da organização não governamental Instituto Sócio-Ambiental, João Paulo Capobianco, criticou hoje o governo federal por não ter uma política para conter o desmatamento na Amazônia. Ele prevê uma repercussão bastante negativa no exterior dos números divulgados hoje. O quadro é de total descontrole por falta de uma política consistente, comentou.
Capobianco destacou que a taxa de desmatamento estimada pelo Inpe para 1998 será 27% superior ao ano anterior. Para ele, isto comprova que há uma retomada no processo de degradação ambiental na região e uma grande oscilação nos números apresentados nos últimos anos.
Investimento - O ambientalista acredita que o anúncio de 30 mil quilômetros quadrados de desmatamento no biênio 97/98 terá uma repercussão negativa imensa em todo mundo. Capobianco afirma que o governo federal terá de esclarecer essa situação ao G-7, que investiu US$ 250 milhões em projetos de preservação da floresta amazônica. Como é que o governo alemão vai explicar para seus cidadãos a doação de US$ 80 milhões e o crescimento do desmatamento , comentou.

mockup