Londrina - Por não haver obrigatoriedade de notificação aos governos Estadual e Federal, o alastramento da superbactéria no Brasil segue sem nenhum tipo de monitoramento. Só agora, após o surto de Klebsiella no Hospital de Base de Brasília (DF), que contaminou 163 pacientes e matou pelo menos 14, as autoridades na área da saúde pública se mobilizaram.
No Paraná, uma regulamentação obrigando a análise das suspeitas e o informe sobre as confirmação deve ficar pronta até o final do mês. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também anunciou mudanças na venda e prescrição de antibióticos já para amanhã e também vai exigir que os casos de KPC sejam informados.
A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) do Paraná, Ângela Maron, admitiu que o monitoramento da KPC deve ser feito só a partir de agora. Por isso, não se sabe nem quantos foram os pacientes colonizados ou infectados até hoje, quantos faleceram em razão da contaminação e nem em quantos e quais hospitais ela já se instalou. Até ontem, havia a suspeita de que já estaria presente em nove grandes hospitais do Paraná.
Por conta da falta de informação, Ângela antecipou que um nova regulamentação estadual sobre as bactérias multirresistentes, sobretudo à Klebsiella, deverá ser publicada até a próxima semana. A nova norma passará a exigir maior rigor nas análises para identificar a superbactéria. ''Alguns laboratórios que processam as amostras muitas vezes as descartam (antes da confirmação para KPC). Por isso, vamos estabelecer critérios mais rigorosos'', afirmou.
Além disso, os hospitais terão que informar a vigilância sanitária municipal, estadual e federal sobre a ocorrência de casos positivos. Fora isso, o Cievs pretende orientar os hospitais para que intensifiquem as medidas de controle de infecção, principalmente a lavagem das mãos dos profissionais de saúde logo após terem atendido um paciente. (L.A.)

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