A falta de costureiras, cortadeiras e modelistas qualificadas é uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo setor do vestuário no Paraná, segundo o consultor do Sebrae-PR, Paulo Di Chiara. Faltam cursos de capacitação de mão-de-obra em todo o Estado. Algumas cidades, no entanto, estão encontrando alternativas para solucinor o problema.
Desde outubro do ano passado, o município de Siqueira Campos formou 200 costureiras numa escola montada pela prefeitura com a colaboração de empresários locais. ‘‘A prefeitura de Pato Branco inaugurou uma escola neste mês e a de Cianorte está montando um curso’’, disse.
Em Londrina, não há cursos de costura industrial em andamento. A Agência do Trabalhador solicitou à Secretaria do Trabalho do Paraná recursos. ‘‘Mas ainda não tivemos resposta’’, disse Júlio Cesar dos Santos Zanoni, da Agência.
O Sebrae está negociando com o Sivepar, o sindicato do vestuário de Londrina, a implantação de um curso na Epesmel, uma escola profissionalizante para menores carentes. ‘‘Além de atender os menores, a Epesmel formaria mão-de-obra para as indústrias’’, disse Di Chiara. Segundo ele, os empresários cederiam os materiais e se comprometeriam a contratar as costureiras da escola. ‘‘É uma forma de otimizar uma estrutura já existente e combater o desemprego’’.
Di Chiara disse que a falta de mão-de-obra se deve ao fato do setor estar se revigorando há apenas dois anos. ‘‘Como desde 1992 o setor só demitia, ninguém investiu na capacitação de costureiras’’, afirma. No início da década de 90 existiam cerca de seis mil indústrias de confecções no Paraná. Hoje, são aproximadamente três mil fábricas. (Cláudia Lopes)

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