'Falta educação no trânsito'
Para o diretor de Trânsito da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito), Hermerson Pacheco, a partir do momento que o condutor recebe a CNH (Carteira Nacional de Habilitação), ele também ganha um novo dever dentro do trânsito. "A falta de zelo em relação ao se envolver em acidente e fugir é muito grande. Fala-se em indústria da multa, mas se existe altos números é porque os motoristas ainda estão cometendo muitas infrações. Se isso acontece em locais com fiscalização, sem deve ser ainda pior. O comportamento é que precisa ser diferenciado", constata.
Ele aponta que os casos de acidentes em Londrina, em geral, são pulverizados e não exclusivos de determinados pontos. Segundo Pacheco, isto demostra que falta educação no trânsito. "Não existe trânsito seguro se o motorista e o pedestre não fazem a parte deles ou burlam situações", destaca. "O cuidado precisa ser de todos, respeitando a legislação e depois tomando medidas de proteção, como atravessar na faixa de pedestre, não dirigir falando ao celular. Os idosos, que estão entre as principais vítimas, devem ser orientados para caminharem por rotas que não ofereçam perigo", orienta.
Como medidas adotadas para reduzir os números de ocorrências no trânsito, que totalizaram 3.565 acidentes em 2017, a CMTU tem em funcionamento 19 radares, está adquirindo um segundo caminhão para pintura de sinalização viária e trabalha a campanha "Olhe e sinalize". Atualmente está sendo estudada a melhoria da sinalização dos semáforos na área central. "Têm outros fatores que interferem como a falta de leis mais severas e investimentos maiores no setor de trânsito, além da ausência de blitze mais efetivas", reconhece. Nos dois primeiros meses deste ano, o total de ocorrências de acidentes de trânsito caiu de 557 para 485, em comparação com 2017. (P.M.)





